Publicada este mês no periódico americano “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS), uma importante pesquisa realizada por colegas biólogos da Universidade do Texas sobre abelhas sem ferrão e polinização.
As abelhas sem ferrão se tornam mais eficientes à medida que a diversidade das flores aumenta. Grandes plantações de uma ou duas espécies de flores não elevam a capacidade de polinização dessas abelhas. Porém, os insetos percorrem distâncias maiores se encontrarem pelo caminho variadas espécies. Eles distribuem mais pólen e fertilizam mais plantas, num ciclo virtuoso.

Estas abelhas são vitais para o equilíbrio ambiental. Bem menos conhecidas do que as abelhas melíferas comuns, as abelhas sem ferrão não produzem mel em quantidade significativa, no entanto são grandes fertilizadoras de campos e florestas, importantes, portanto, para a polinização de plantas de valor comercial e ambiental.

Estima-se que, só no Brasil, existam mais de 200 espécies de abelhas sem ferrão. As mais promissoras em termos de produção de mel são as espécies do gênero Melipona, conhecidas popularmente como mandaçaia (nome científico, Melipona quadrifasciata), jandaíra nordestina (Melipona subnitida), uruçu-cinza ou uruçu-cinzenta (Melipona fasciculata), uruçu-amarela (Melipona rufiventris), uruçu-do-nordeste (Melipona scutellaris), entre outras.

Disponível em: http://reynaldovelloso.xpg.uol.com.br/abelhas-sem-ferrao.html

Em 03/1/2013.