A espécie ‘Octomeria estrellensis’ não era vista em território paulista desde a década de 1960; biólogo encontrou a planta em 2017 e conseguiu produzir dois frutos a partir da polinização manual.

Uma orquídea da espécie Octomeria estrellensis, dada como extinta em 2016, foi encontrada florindo na Mata Atlântica do Vale do Ribeira, região ao sul do estado de São Paulo. A descoberta foi realizada pelo biólogo Luciano Zandoná, que atua documento plantas na reserva particular Legado das Águas, por meio do projeto Zandoná Conservação.

A flor não era vista em território paulista desde os anos 1960. Zandoná encontrou a orquídea em 2017 e recolheu 38 exemplares, que passaram por um processo de reprodução e preservação. Dessa maneira, foi possível produzir dois frutos (que geram cerca de 600 mudas) por meio da polinização manual, e os dois foram enviados para o Orquidário Colibri, no município de São Lourenço da Serra.

Não há apenas um motivo que ocasionou a extinção da espécie. Conforme o biólogo, o desmatamento, o aquecimento global e a falta de insetos polinizadores podem ter prejudicado a preservação da planta.

No site do Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora), essa orquídea está classificada nacionalmente, desde 2012, como “quase ameaçada”. A planta possui pétalas amarelo-claro a amarelo-esverdeado, e seu florescimento já foi observado nos meses de janeiro, fevereiro, abril, junho, outubro e novembro.

O CNCFlora relata que a planta ocorre no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. “As florestas da região serrana destes estados vem sofrendo declínio contínuo da qualidade do habitat. Estes fatores podem levar a espécie a uma situação de risco de extinção, em futuro próximo”, informa a instituição.

Fonte: Portal Casa e Jardim  –  31/1/2022.
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