Mais um passo na luta desta importante instituição.
Agora, como Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do RJ.

Veja o Projeto de Lei que virou Lei.

A aprovação no Plenário da ALERJ aconteceu em  18/3/2020.

A Sanção do Governador foi agora em Abril.

PROJETO DE LEI Nº 3116/2014

EMENTA:

DETERMINA O TOMBAMENTO, COMO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, DA SOCIEDADE UNIÃO INTERNACIONAL PROTETORA DOS ANIMAIS – SUIPA, LOCALIZADA NA AVENIDA DOM HÉLDER CÂMARA, 1801, NO BAIRRO DE BENFICA, NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO.

A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

RESOLVE:

Art. 1º . Fica tombado, como Patrimônio Histórico, Cultural e Social do Estado do Rio de Janeiro, o prédio da Sociedade União Internacional Protetora dos Animais – SUIPA, localizada na Avenida Dom Hélder Câmara, 1801, no bairro de Benfica, no Município do Rio de Janeiro.
Parágrafo único. Fica incluído neste tombamento todo o acervo da SUIPA.

Art. 2º . Em razão do presente tombamento, fica proibida qualquer destruição, descaracterização ou mudança de uso do imóvel em questão.

Art. 3° . Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 12 de agosto de 2014

                                               Dep. PAULO RAMOS

JUSTIFICATIVA

A SUIPA foi inaugurada em 27 de abril de 1943. Inicialmente, chamava-se Sociedade União Infantil Protetora dos Animais. Isto porque os protetores que formaram esta Sociedade contavam com a ajuda de seus filhos no tratamento dos cães doentes que eram recolhidos das ruas. Os animais eram atendidos em um pequeno barracão localizado na antiga Avenida Castelo Branco que passou a chamar-se Avenida Suburbana. Atualmente, a conhecemos como Avenida Dom Hélder Câmara. Naquela época, a região era rural e desprovida de qualquer recurso. Com o passar dos anos, muitas famílias se instalaram nas proximidades da SUIPA. Surgiram, então, as comunidades do Jacarezinho e de Manguinhos com mais de 300 mil moradores, como podemos observar nos dias de hoje. 

No final dos anos 50, as crianças deixaram de participar do atendimento aos animais resgatados e os novos diretores cadastraram a SUIPA como Sociedade União Internacional Protetora dos Animais. Nesta fase, intelectuais como: Carlos Drummond de Andrade, Nise da Silveira, Roberto Marinho, Paschoal Carlos Magno, Rachel de Queiroz e outros célebres e amantes da causa animal se tornaram associados, alguns deles diretores e outros conselheiros. Participavam de assembleias e reivindicavam junto às autoridades o cumprimento do Decreto-Lei nº 24.645 (julho/1934), assinado pelo então Presidente Getúlio Vargas. E os protetores suipanos tornaram-se, com o passar do tempo, cada vez mais atuantes.

Tartarugas foram retiradas de restaurantes, as portas das carrocinhas abertas para a fuga em massa de cães capturados pela Prefeitura e que teriam a morte como destino final, lutas foram travadas em favor de um santuário para baleias no Sul do Brasil, cavalos maltratados foram libertos da violência e covardia de charreteiros, aves silvestres foram recolhidas de locais inadequados, entre outras inúmeras ações. Sem contar, é claro, com as cartas escritas para presidentes e governantes brasileiros e estrangeiros, sempre em defesa de todas as espécies de animais. 

Com 70 anos de existência, completados em Abril de 2013, a SUIPA permanece viva, como uma entidade particular, não eutanásica, sem fins lucrativos, e de utilidade pública. Além do abrigo, a SUIPA mantém em sua sede uma Assistência Veterinária, com preços populares, para que todas as pessoas possam cuidar de seus animais de estimação, de segunda a domingo e também nos feriados. A receita arrecadada, na Assistência Veterinária, é direcionada para cobrir diversas despesas da Entidade. 
A SUIPA, hoje, tem sido ameaçada constantemente, com a remoção para outra localidade, inclusive com a promessa do poder público em construir uma praça no local, fato que não é consenso da população. Entretanto, as pessoas residentes próximo ao local encontram na SUIPA um alento na hora de entregar um animal abandonado na rua. Primeiro pelo acolhimento com o que são recebidos pelos profissionais que trabalham na entidade. Segundo pela proximidade e facilidade do local em que a SUIPA se encontra.