Evento sobre alimentação consciente, sem matança de animais, foi um sucesso.
Participação de Eduardo CorassaLaura Ohana e Renata Serejo Esteves. Coordenação de Roberta Lemgruber.
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Seminário na OAB/RJ aborda o consumo de alimentos de origem animal

Fonte: redação da Tribuna do Advogado – 03/12/2015.
Os benefícios da adoção do veganismo – uma espécie de vegetarianismo em que não é consumido nenhum produto de origem animal – para a saúde, meios alternativos de testes científicos para que se evite o sofrimento de animais confinados e outras saídas ao uso de animais para consumo, pelo menos na proporção atual, fora expostas no seminário Consumo consciente, realizado nesta quarta-feira, dia 2, pela Comissão de Proteção e Defesa dos Animais (CPDA) da OAB/RJ.
“Os animais que mais sofrem no Brasil hoje não são os domésticos, mas os usados para consumo. Temos uma estimativa de 6 bilhões de animais sendo abatidos por ano no país, isso sem considerar os que estão confinados em laboratórios de pesquisas. O sofrimento deles tem uma ligação direta com o que a sociedade tem demandado em relação ao consumo”, explicou a coordenadora da subcomissão de Educação da CPDA, Roberta Lemgruber, que organizou o evento junto ao presidente do grupo, Reynaldo Velloso.
Roberta ressaltou a importância da discussão para quem já é defensor do Direito animal: “Não adianta a gente fazer um trabalho tão bonito em relação a cuidados com animais domésticos e ao mesmo tempo incentivarmos a indústria que maltrata cada dia mais os animais”, disse ela.
Autor do livro Revolução vegana, Eduardo Corassa explicou como foi adotado esse tipo de alimentação historicamente, mostrando a crueldade da produção de alimentos com essa origem. Médica e endócrino pediatra, além de especialista em nutrologia, Laura Ohana completou mostrando os riscos da alimentação onívora: “Há uma infinidade de estudos científicos que não só aceitam a alimentação vegana, como mostram que ela é benéfica. Só a vegetariana já leva a uma melhora do colesterol, redução do risco de doenças cardiovasculares e redução do risco de morte por infarto”, observou ela.
Já a fundadora do projeto Beleza Orgânica, que discute a beleza sob o ponto de vista da sustentabilidade, Renata Serejo destacou os métodos alternativos para evitar o uso de animais em laboratórios. “Temos como um bom exemplo, por ser já muito reconhecido cientificamente, o teste in vitro, que reproduz células humanas”, citou.