Seminário na OAB/RJ, promovido pela Comissão de Direito da Moda/OAB-RJ, aconteceu nesta quinta-feira(30/8/2018). Participei com o tema “Moda sem Crueldades”, citando exemplos dos sofrimentos dos animais e propondo alternativas sintéticas. São 400 milhões de animais mortos por ano.
Coelhos, cães, gatos, chinchilas, jacarés, raposas, minks, carneiros, focas, bois, castores,texugos, linces, lontras, arminhos, martas, guaxinins, coiotes, ninguém escapa da matança.
As alternativas sintéticas são mais baratas e mais bonitas. Que tal deixá-los viver?

Veja o texto:

A Comissão de Direito da Moda da OAB/RJ, na figura da presidente, Deborah Portilho, convidou o presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Seccional, Reynaldo Velloso, para debater sobre o uso de artigos derivados de animais na indústria da moda e as alternativas para dirimir a crueldade envolvida nos processos de produção deste tipo de matéria-prima. O evento CDMD convida CPDA , nesta quinta-feira, dia 30, deu prosseguimento à série de colóquios em que a comissão se junta a outros grupos temáticos da Seccional para debater assuntos caros às duas áreas.

A mesa foi composta pela vice-presidente da ONG Oito Vidas, Cristina Pinheiro Palmer, pelo co-fundador da Malha e diretor criativo do Projeto Ahlma, André Carvalhal, e pela fundadora da empresa de batons veganos Face it, Júlia Barroso, parceira da ONG americana de proteção dos animais Peta. Os dois contaram sobre a militância em prol de um consumo mais consciente e sustentável e mostraram como seus negócios são estruturados de forma a minorar o impacto ambiental.

ortilho abriu os trabalhos instigando os participantes com uma alentada apresentação de notícias, como o pedido de Jane Birkin para que a Hermès retire seu nome da bolsa de couro de crocodilo após a marca ter sido acusada de maus tratos, em 2015; a atuação da estilista Stella McCartney e a recusa da modelo Fernanda Tavares de usar fantasias com penas de pavão no carnaval. Mostrou também iniciativas inovadoras como couro ecológico feito com fibras de abacaxi, cascas de laranja ou restos de uva.
“Não faltam alternativas para dispensar a morte de animais na confecção de moda”, afirmou ela.
Veloso complementou: “A indústria da moda sacrifica 400 mihões de animais ao ano. O Direito hoje está preocupado também em vigiar como as empresas estão tratando a questão. Fiquei surpreso ao descobrir que as mais expressivas montaram laboratórios sem crueldade animal. Quem não investir nisso está perdendo mercado”.
Fonte: Portal OAB/RJ – 31/8/2018.