Com muita satisfação  compareci a mais uma edição do Congresso Defence & Security, realizada no Riocentro entre os dias 11 a 14 de abril de 2023.
Este é o maior e mais importante evento do setor de defesa e segurança da América Latina.
Em mais uma edição.

Foram mais de 364 marcas expositoras de 44 países e 192 delegações oficiais representando 71 países.

Este acontecimento reuniu empresas especializadas no fornecimento de equipamentos e Serviços para as forças armadas, forças policiais, forças especiais, serviços de segurança, consultores e agências governamentais.

Na oportunidade, conheci o CENSIPAM, cuja missão é contribuir para a proteção, a integração o desenvolvimento sustentável e o incremento da qualidade de vida da Amazônia Legal, no mar territorial, na Zona Econômica Exclusiva do Brasil.

O Grupo de Integração para a Proteção da Amazônia(GIPAM), integrante do Sistema, preceitua: A produção de informações qualificadas sobre ilícitos ambientais na região Amazônica, a análise da dinâmica do desmatamento e do garimpo na Amazônia Legal, aponta a indicação de padrões regionais de escoamento de madeira e novas frentes de desmatamento e garimpo as análises de cenários de riscos ambientais nas terras indígenas, unidades de conservação, assentamentos federais, terras privadas e sem destinação e apoio à prevenção e à fiscalização de ilícitos ambientais na Amazônia Legal.

Também integrante do Sistema CENSIPAM, o SIPAM HIDRO, monitora os níveis dos rios, reservatórios, estimativa de chuva, enchente e inundação, descargas atmosféricas e satélites.

O SIPAM SAR, é capaz de monitorar a Amazônia Legal e Azul em condições adversasde chuva e nebulosidade por meio de radares a bordo de satélites. É composto por um segmento espacial formado pela constelação do satélite Lessônia e um segmento tererstre com antenas localizadas em Formosa(GO) e Manaus(AM). O segmento terrestre inclui um centro de processamento de imagens SAR para geração de produtos e mapas.

Conhecemos também os Projetos Estratégicos do Ministérios da Defesa, como o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, capaz de aumentar a operações militares quando necessário, diagnostificar a segurança do espaço aéreo em todo o território brasileiro.

Alguns dos Projetos da Marinha, como as Fragatas “Tamandaré”, com elevado poder de combate, inclusive operações de busca e salvamento, monitoramento e combate de ações de poluição, pirataria, pesca ilegal e outras ameaças. O Programa Nuclear também é admirável.

Com relação ao Exército, destaco o Programa Guarani, aumentando a produção de blindados sobre rodas e o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras, além do Projeto de Defesa Cibernética.

A Aeronáutica apresentou o Projeto KC-390, a maior aeronave militar já produzida no Brasil. Serão 28 aeronaves com imensa capacidade de transportar cargas e tropas e com capacidade de reabastecer outras aeronaves em pleno vôo e o Projeto F-X2, equipando a FAB com  aviões de caça especiais.

Vimos lá também, os novíssimos Drones, lançados à pouco tempo no mercado. Gostei muito do Togan e do Kardu, os chamados Drones-espiões.

Armamentos, viaturas, satélites, foguetes, armas, etc podem ser vistos nas fotos.

Agência da Marinha

A Marinha do Brasil divulgou que durante a LAAD, assinou uma carta de intenção com a empresa IACIT Soluções Tecnológicas, para a contratação do Radar OTH-100 e sua plataforma VIMTRAH (Vigilância Integrada Marítima Real Além do Horizonte). O sistema visa contribuir com a vigilância marítima da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) e com o controle efetivo das embarcações que navegam a distâncias de até 200 milhas náuticas nas águas jurisdicionais brasileiras. Além de ser capaz de rastrear embarcações que não transmitem sinal de AIS (Automatic Identification System), fornecendo informações de geolocalização e deslocamento dessas embarcações.

O sistema pode ser considerado uma ferramenta-chave para coibir crimes como pirataria, contrabando, tráfico de drogas e de pessoas, monitoramento de forças hostis, espionagem, crimes ambientais e preservação das riquezas naturais presentes na ZEE.
Visando o aprimoramento do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), a MB efetuou contrato com a empresa IACIT em 2016, disponibilizando a área do Farol do Albardão, no Rio Grande do Sul, para a instalação do radar. Após testes e homologação, o equipamento entrará em plena operação em julho deste ano.
Fonte: Agência Marinha de Notícias
Estande da Marinha
A MB participou da 13º edição da feira apresentando alguns dos seus programas estratégicos, como o Programa de Submarinos (PROSUB), que prevê a construção e entrega de quatro submarinos convencionais e do primeiro submarino brasileiro convencionalmente armado com propulsão nuclear, assim como o Programa Fragatas Classe “Tamandaré”, que tem o objetivo de promover a renovação da Esquadra com quatro navios modernos, de alta complexidade tecnológica, construídos no País.
Os visitantes puderam ver de perto maquetes dos programas estratégicos, além de ler, em totens interativos, conteúdo sobre o assunto.
Uma maquete do submarino convencionalmente armado com propulsão nuclear, que está em fase de desenvolvimento, foi uma das atrações que mais chamou atenção. Era possível saber mais detalhes sobre o projeto e tirar dúvidas com o Capitão-Tenente (Engenheiro Naval) Pedro Melo. “A parte nuclear diz respeito somente à produção de energia para sua propulsão. Com isso, ele pode ficar submerso por tempo indeterminado, sendo essa uma de suas grandes vantagens”, explica o Engenheiro Naval.
Na área externa da feira, a Marinha expôs diversos meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais, como o mais novo blindado adquirido, o JLTV (Joint Light Tactical Vehicle). O Suboficial (Fuzileiro Naval) Roberto Carlos explicava detalhadamente as características da viatura: “o blindado possui 340 cavalos de potência, tem uma suspensão regulável em altitude e, com isso, pode passar em um curso de água com a profundidade de até 1,5m. Seus pneus têm a capacidade de, depois de perfurados, ainda conseguirem percorrer 40 km a 40 km/h”.
Cabe ressaltar que a feira também é uma oportunidade para o desenvolvimento das capacidades tecnológicas do País, beneficiando a indústria nacional e gerando empregos.
Fonte sobre os dados da Marinha do Brasil: Agência Marinha de Notícias

Foram dias de muito aprendizado, sobretudo em tecnologia.

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