Polícia Civil do Rio de Janeiro vai receber curso sobre direito dos animais
O presidente da CPDA da OAB -RJ, Reinaldo Veloso, afirma que há resistência nas delegacias para registrar casos desse tipo. “Na verdade, esse tipo de resistência ainda acontece e esta é uma das finalidades do curso que nós estamos fazendo em parceria com a Acadepol. Para qualificar os profissionais que trabalham nas delegacias da Polícia Civil de todo o estado, para que eles realizem um atendimento mais eficiente e quando surgirem queixas de maus tratos, o policial saiba qualificar essa queixa, registrar e fazer com que a investigação prossiga. A Polícia Civil é nossa parceira nisso e nós temos certeza que esse curso vai alcançar todas as delegacias e fazer bem para sociedade”, afirmou.
Para Veloso a disponibilização do curso representa apenas um passo na causa de proteção e defesa dos animais. “O ser humano precisa se adaptar, mudar sua maneira de entender porque os animais não estão aqui para servi-los. É preciso que as pessoas saibam que o animal sente fome,frio, medo, tem sentimentos. Isso está mudando e esse passo é muito importante nessa mudança”, disse.
CPDA da OAB-RJ
A Comissão de Proteção de Defesa dos Animais (CPDA) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) -RJ é uma organização que visa desenvolver atividades voltadas ao bem estar animal com o apoio institucional a diversas entidades e programas de proteção animal, assim como as parcerias com entes que atuam defendendo a guarda responsável e os direitos dos animais. Presidida por Reynaldo Velloso, biólogo e advogado, ela trabalha com simpósios, congressos, palestras com temas educacionais de amor e preservação aos animais e seus direitos à vida.
Reynaldo explica que é preciso estar constantemente em combate a crueldade, maus tratos e abandono, através de ações práticas como propostas de legislação mais severa, com penas apropriadas a cada caso, preservação da fauna silvestre, doméstica e marinha. Porém, as dificuldades são muitas. “O tema é novo, ainda carece de nova abordagem com a sociedade, que entende que as ações devem ser focadas em cães e gatos. A defesa, na prática, incluiu toda a fauna, como: silvestres, exóticos e domésticos. Precisamos de programas governamentais, de políticas públicas para os animais e de um apoio maior da imprensa, sem o qual dificulta o trabalho de conscientização”, explica.
Disponível em: http://aibnews.com.br/noticias/plantao-rio/2015/11/policia-civil-do-rio-de-janeiro-vai-receber-curso-sobre-direito-dos-animais.html
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