Parte da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB do RJ, esteve comigo hoje (3/9/2018) no Zoológico do RJ vistoriando possíveis problemas com os animais devido ao incêndio no Museu Nacional.

Estiveram lá, o Coordenador de Animais Exóticos da Comissão, Francisco Carrera e as advogadas Raquel Matoso e Armênia Leonardi, acompanhados pelo médico veterinário Helio Pradera, e não constataram lesões nos animais ocasionadas pela inalação de fumaça ou estresse.

Ao que tudo indica o vento na hora do incêndio no Museu Nacional estava para o lado oposto ao do Zoológico. O que é possível, pois o lado oposto nos edifícios residenciais estava coberto de fuligem.

Circulamos durante 3 horas pelo Zoológico, visitando todos os recintos para propor possíveis planos de manejos, mas nada com relação ao incêndio foi constatado.

Em seguida fomos para o Museu Nacional com objetivo de verificar se o incêndio causou a morte de animais que habitam as proximidades do museu, como gatos que vivem no local devido ao abandono. A procura foi infrutífera, pois apenas um gato foi visto e como pertence à colônia local, não precisou ser resgatado.

Na noite da tragédia, os resgatistas de animais estiveram na Quinta da Boa Vista para observar as condições dos animais que vivem no entorno do Museu Nacional e resgataram dois gatos adultos e uma gata com dois filhotes, os quais a mãe amamentava no momento do resgate.

O acervo do Museu Nacional – composto pelo resultado de pesquisas sobre arqueologia, invertebrados, paleontologia, além da parte histórica do Brasil, com registros desde o período imperial – foi destruído pelo fogo, o que resultou na perda de mais de 20 milhões de peças do acervo histórico nacional e internacional.

Entendo cabível uma representação ao Ministério Público Federal (MPF) para que as responsabilidades sobre o caso sejam apuradas e também uma Notificação à UNESCO, pois segundo ele, aconteceu um crime contra o Patrimônio Público Mundial.

“Estamos diante de uma flagrante negligência com o patrimônio público, não só do Brasil, mas do mundo. Foram muitos anos de pesquisas jogados no lixo, um acervo de cerca de 20 milhões de peças perdidas, e o fim de uma das instituições mais respeitadas do mundo, com 200 anos de trabalhos.