Eles estão entre as principais vítimas e devido a incompetência governamental, que não promove investimentos em políticas públicas de prevenção de doenças, dificilmente sobrevivem.
As matas estão com grandes quantidades de corpos destes indefesos.
E o combate ao mosquito, o verdadeiro vilão, não acontece.
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A febre amarela, doença endêmica das florestas tropicais, tem muitos casos registrados atualmente nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. No Pará, Mato Grosso do Sul, em Tocantins e Goiás também foram confirmados casos. Entre as principais vítimas estão os macacos. Quando contaminados, os primatas dificilmente sobrevivem. Ao contrário do que pregam as crendices, os animais são indicadores, e não transmissores da doença.
De acordo com o Mistério de Saúde, até o dia 5 de abril de 2017, o número de casos suspeitos de febre amarela silvestre no Brasil seria de 1.987. Dessas notificações, 450 continuam sendo investigadas, 586 foram confirmadas e 951, descartadas.
A febre amarela silvestre é doença infecciosa transmitida por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que vivem em áreas úmidas e depositam os ovos em criadouros naturais, como copas de árvores. Por essa razão, os macacos, que circulam pelas árvores, tornam-se as principais vítimas. Humanos não vacinados, que vivem em regiões de risco, também estão suscetíveis a serem picados pelo mosquito e contraírem a doença.
Diversos saguis, macacos-prego e principalmente o bugios vêm sendo encontramos mortos nas bordas de matas. De acordo com Mariana Dutra Fogaça, bióloga e pesquisadora do Museu Biológico do Instituto Butantan, pode haver uma diferença em como o sistema imunológico de cada espécie reage ao vírus e, por isso, alguns macacos são mais afetados do que outros. Entre as espécies, o bugio é o mais atingido. “Enquanto nos humanos, 5 a 10% das pessoas contraem a forma maligna da doença, até 80% da população afetada de bugios morrem”, compara.
médico infectologista Andre Siqueira, pesquisador do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/FioCruz), alerta para a necessidade de prevenção nas matas ou em áreas urbanas. “O ideal é se proteger em todas as horas em que o corpo estiver exposto. É importante estar informado sobre os riscos e características de cada local”, afirma.
Em caso de passeios ou contato em áreas verdes, o médico recomenda não descuidar de medidas protetoras como usar roupas, calçados apropriados, mosqueteiros, aplicar repelentes e reaplicá-los sempre que tomar banho e houver suor excessivo.
Fonte: G1 Campinas e Região – 07/4/2017.
Disponível em: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/macacos-sao-anjos-da-guarda-na-prevencao-contra-a-febre-amarela.ghtml
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