A abertura da IX Reunião e VIII Jornada de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas no Atlântico Sul Ocidental, realizada pela Rede ASO, movimentou o Plenário Modesto da Silveira, na sede da OAB/RJ, na manhã desta segunda-feira, dia 13, com dezenas de pesquisadores e jovens estudantes de biologia de Brasil, Argentina e Uruguai. O encontro, que acontece a cada dois anos e é capitaneado por Suzana Guimarães, da UFF, irá até quinta-feira, dia 16. A Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB/RJ, na figura do presidente, Reynaldo Velloso, foi quem abriu as portas da Ordem.

A primeira a falar foi uma das estrelas da programação: a fundadora do Projeto Tamar, Neca Marcovaldi, que sintetizou numa linha do tempo a vasta história da iniciativa, que começou nos anos 1980. A meta era ambiciosa: monitorar os exemplares das cinco espécies de tartarugas marinhas encontradas no país (há sete no mundo) e impedir que ovos fossem coletados, fêmeas abatidas e cascos revendidos.

A programação abrange as mais variadas vertentes da conservação da tartaruga marinha: inclui palestras com profissionais da área (Ibama, WWF, por exemplo), mesas redondas e workshops. Os dois primeiros dias serão encerrados com apresentações orais de pesquisadores, que estarão sob avaliação.

Em discurso na abertura, Velloso, que também é biólogo, exaltou a importância de a Ordem receber eventos como este e falou dos diversos grupos de trabalho que compõem a CPDA, entre eles um sobre animais e religiosidade e um sobre animais de tração. “A militância é tão intensa que conseguimos que Petrópolis tenha um plebiscito, em 7 de outubro, para definir se charretes puxados por cavalos devem continuar sendo permitidas”.

Fonte: Portal OAB/RJ  –  13/8/2018.

Disponível em: http://www.oabrj.org.br/noticia/113501-oabrj-sedia-congresso-internacional-sobre-tartarugas-marinhas