Atualmente 41 barragens estão interditadas. Sendo que 18 estão com comprometimento potencial de segurança.
Onde estão as interditadas:
. 22 em Minas Gerais,9 em Mato grosso, 3 no Pará, 3 em São paulo, 3 no Rio Grande do Sul e 1 no Rio de janeiro.
Ex-presidente da Companhia e mais 15 pessoas são denunciados à Justiça.
A denúncia feita pelo Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) engloba o ex-presidente da Vale e mais 15 pessoas e as empresas Vale e TÜV SÜD. A força-tarefa responsável pelo caso do rompimento da barragem da Vale, na cidade mineira de Brumadinho, distribuiu a denúncia para a Justiça na manhã da última terça-feira (21).
Os denunciados vão responder pelo crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar. A tragédia de Brumadinho aconteceu há quase um ano, em 25 e janeiro de 2019. O rompimento da barragem I da Mina do Córrego do Feijão deixou cerca de 270 vítimas, das quais 259 foram encontradas e 11 ainda continuam desaparecidas.
Segundo a investigação realizada pelo MP, “ficou demonstrada a existência de uma promíscua relação entre as duas corporações no sentido de esconder do Poder Público, sociedade, acionistas e investidores a inaceitável situação de segurança de várias barragens mantidas pela Vale”.
Em trecho da denúncia o MP afirma que a Vale, com apoio da empresa de consultoria alemã Tüv Süd, “operava uma caixa preta com o objetivo de manter uma falsa imagem de segurança da empresa de mineração.”
Ativistas do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) decidiram fazer uma caminhada como forma de protesto pela demora dos processos na Justiça. Além disso, a falta de atenção da Vale para com as vítimas e a lentidão dos reparos na região também são alvo de reclamações. A caminhada saiu de Belo Horizonte e deve terminar em Brumadinho no próximo sábado (25).
“A Advocacia-Geral da União (AGU) fechou um acordo extrajudicial com a Vale para garantir o ressarcimento de R$ 13,8 milhões aos cofres públicos. O valor é referente aos gastos que a União teve durante o rompimento de barragem em Brumadinho, em Minas Gerais, que completa um ano no sábado (25).
A quantia envolve o total de despesas que nove órgãos e quatro autarquias tiveram em decorrência do desastre que matou 270 pessoas. O cálculo considera os gastos dos ministérios do Desenvolvimento Regional, da Justiça e Segurança Pública, da Agricultura, Minas e Energia, Defesa, Saúde, Cidadania, do Comando do Exército e da Secretaria de Governo; também do ICMBio, IBAMA, ANA e ANM.
De acordo com a AGU, são custos extraordinários que não teriam existido se não fosse o rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, administrada pela Vale. Entre elas estão despesas com combustíveis de carros e aeronaves, com materiais de resgate de pessoas e bens, com materiais para análise de metais e com diárias de servidores mobilizados para o local da tragédia.
Os R$ 13,8 milhões foram pagos integralmente na última sexta-feira, 17. O acordo evitou o desgaste e custos de uma ação judicial, mas não significa uma quitação geral. A AGU afirma que caso sejam verificado mais gastos extraordinários, fará novas cobranças. Também não estão na conta os benefícios que o INSS paga a familiares das vítimas, que serão cobrados pela AGU em uma futura ação judicial.
Fonte : Gazeta do Povo – 24/1/2020.
Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/economia/vale-paga-13-milhoes-a-uniao-por-gastos-com-desastre-de-brumadinho/
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