MATANÇA VAI QUADRUPLICAR
Segundo os órgãos técnicos, o Brasil produz dez milhões de toneladas de carne bovina por ano e exporta para dezenas de países.
Infelizmente cai a teoria de que quem não come carne salva um boi por ano. Com as novas exportações milhões serão mortos. Para consumo interno ou para consumo em outros inúmeros países.
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A China reabriu o seu mercado para as exportações de carne bovina do Brasil a partir desta quinta-feira (23/3). A informação foi repassada ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e à comitiva brasileira que está em Pequim pela equipe da Administração-Geral de Alfândegas do país (GACC, na sigla em inglês).

A suspensão das vendas completou um mês hoje. Elas estavam paralisadas desde o autoembargo que o Brasil adotou após a identificação de um caso atípico (quando a doença se manifesta em um animal espontaneamente, e não por transmissão no rebanho) do mal da vaca louca em um animal no Pará.

Em comunicado em seu site, a GACC diz que “após avaliação, o sistema de prevenção e controle da doença da vaca louca do Brasil está em conformidade com os requisitos relevantes de quarentena e saúde da China, e está decidido permitir que o Brasil retome a exportação de carne bovina desossada com menos de 30 meses de idade para a China a partir de 23 de março de 2023”.

No texto, a GACC ressalta ainda que “atribui grande importância” à suspensão voluntária das exportações pelo Brasil após a identificação do caso. O setor produtivo brasileiro e a agroindústria defendem uma revisão no protocolo para evitar novas suspensões em casos que não apresentem riscos.

Consultas técnicas

O lado chinês relatou ainda que fez várias rodadas de consultas técnicas com o Brasil e organizou especialistas para realizar uma avaliação de risco no sistema brasileiro de prevenção e controle da doença da vaca louca.

“Quando os produtos relevantes entrarem no país, a alfândega fará inspeção e quarentena de acordo com as leis e regulamentos para garantir que atendam aos requisitos de segurança e saúde do país”, completa o texto.

O Ministério da Agricultura informou que a liberação das exportações de carne bovina para a China vale para animais abatidos a partir de 24 de março. Ontem, empresários do setor de carnes que acompanham a comitiva do Ministério da Agricultura na China relataram ao Valor a expectativa de que os chineses autorizassem também o embarque dos cortes produzidos até 23 de fevereiro – antes do início do embargo, portanto – e que já haviam sido certificados. Essa produção está armazenada nos frigoríficos.

Na tarde desta quinta-feira na China, madrugada no Brasil, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, reuniu-se com o ministro da Administração-Geral de Alfândegas do país asiáticos (GACC, na sigla em inglês), Yu Jianhua, para tratar do assunto.

“Tenho certeza que isso é um passo para que o Brasil avance cada vez mais com o credenciamento de plantas e oportunidades para a pecuária brasileira”, disse Fávaro após o encontro, em nota divulgada pela assessoria do ministério.

Retirada de embargo

Além da reabertura do mercado para a carne bovina do Brasil, a China também retirou o embargo de dois frigoríficos que estavam com as vendas suspensas há mais tempo e por outros motivos, apurou o Valor. Agora, há expectativa com um possível anúncio da habilitação de novas plantas.

Um dos frigoríficos que devem ser autorizados a retomar as exportações é a unidade da BRF em Marau (RS), cujas vendas de carne de frango para a China estavam barradas desde dezembro de 2021. A outra planta autorizada é da Ramax, antigo Frigorífico Redentor, de Guarantã do Norte (MT). As exportações de carne bovina da unidade estão paralisadas desde agosto de 2022.

Outros três frigoríficos continuam com as exportações para a China suspensas e deverão enviar documentos adicionais para a futura liberação, apurou o Valor.

A expectativa da comitiva brasileira agora é com a habilitação de mais plantas para exportar para a China. Segundo relatos, as novas habilitações estão em fase de avaliação de critérios técnicos. Ainda não se sabe a quantidade nem quais frigoríficos deverão receber o aval chinês, mas a informação poderá se confirmar nos próximos dias.

Fonte: Valor Econômico  –  23/3/2023

Disponível em: https://valor.globo.com/google/amp/agronegocios/noticia/2023/03/23/china-reabre-mercado-para-exportacao-de-carne-bovina-do-brasil.ghtml?fbclid=IwAR3BOYmBl-h350TEk00G8i0UWkd4R9p7KOxvGD8xqeo8DvYv8cU5eClCYGo