Retomada da atividade, proibida há mais de 30 anos, deve ocorrer em julho de 2019. País integrava organização desde 1951 e tentou derrubar proibição durante evento no Brasil.

O Japão anunciou nesta quarta-feira (26) sua retirada da Comissão Internacional da Baleia (IWC, na sigla em inglês) no próximo ano e a retomada da caça comercial nas águas territoriais e na zona econômica exclusiva do país a partir de julho. A decisão foi lida pelo porta-voz do governo, Yoshihide Suga.

“A partir de julho de 2019, depois que a saída entrar em vigor em 30 de julho, o Japão realizará a caça comercial de baleias dentro do mar territorial do Japão e de sua zona econômica exclusiva, e cessará o abate de baleais no Oceano Antártico/Hemisfério Sul”, disse o secretário-chefe de gabinete, Yoshihide Suga, em um comunicado ao anunciar a decisão.

Os japoneses alegam que comer carne de baleia faz parte da cultura do país.

Em setembro desse ano, o Japão tentou derrubar a proibição à caça comercial durante a reunião da organização em Santa Catarina, mas foi derrotado em votação.

Em 2014 o Tribunal Penal Internacional determinou que o Japão deveria suspender a caça na Antártida – o que Tóquio fez durante uma temporada, reduzindo o número de animais e espécies visados, mas desrespeitando a decisão, reiniciou na temporada 2015-2016.

Ao invés de conservar os ecossistemas marinhos, reiniciará a matança.