A posição firme do Ministério Público e do Poder Judiciário, que não pode se omitir nem postergar neste momento,  salvará dezenas de vidas.
Nada de acordos ou Termo de Ajustamento.
Dezenas de vidas se foram.

 Medida também estabelece que o plano preveja um diagnóstico das áreas atingidas, para identificar a localização e contabilizar os animais isolados.

Veja o texto:

O Ministério Público Estadual de Minas Gerais (MPMG) recomendou à mineradora Vale que, no prazo máximo de três horas, seja elaborado um plano emergencial de localização, resgate e cuidado dos animais atingidos pelo derramamento da lama dos detritos da Mina do Córrego do Feijão.

De acordo com MPMG, o plano de resgate deve ser assinado por profissional habilitado e submetido ao Comando da Operação de Resgate, que reúne o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil do estado. O plano deve prever a composição de equipe técnica qualificada para realizar ações de busca, resgate e cuidados de animais, além da disponibilização de equipamentos, maquinários, veículos aéreos ou terrestres, e de suprimentos necessários à busca, resgate e cuidados dos animais.

A medida também estabelece que o plano preveja um diagnóstico das áreas atingidas, para identificar a localização e contabilizar os animais isolados, especialmente por meio de sobrevoo da área. A equipe deve ser acompanhada de técnico do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e de outro indicado pelo MPMG.

O plano também deve incluir entrevistas com os moradores da área atingida para identificar seus animais domésticos, apontando espécies e possível localização. A recomendação estabelece ainda que a Vale se responsabilize pela alimentação e os cuidados veterinários aos animais cujo resgate não for tecnicamente recomendável – com as devidas justificativas.
O MPMG requisitou o envio de relatórios diários sobre as medidas adotadas em prol dos animais impactados, durante uma semana. Após esse período, o prazo para envio dos relatórios poderá ser revisto.
Fonte: Jornal Estado de Minas – 28/1/2019.