O Código da Mineração, em discussão no Congresso Nacional, provocará danos ambientais e sociais irreversíveis em centenas de cidade brasileiras, ao longo dos próximos anos. O governo tem como meta aumentar das atuais 3,5 para cerca de 14 mil minas abertas em todo o país.
Este avanço da mineração afetará as comunidades já marginalizadas, como quilombolas e áreas indígenas.
Em Minas Gerais, por exemplo, o mineroduto Minas-Rio, tem 525 km de extensão para escoamento de uma produção anual de 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro, provenientes da mina de Conceição do Mato Dentro (MG). Para chegar ao destino, no Porto do Açu – RJ, o mineroduto corta 32 municípios mineiros e fluminenses e já desalojou centenas de famílias de suas casas sem reassentá-las, protagonizando uma cópia falsa da Coletivização preconizada por Josef Vissarionovitch Stalin nos anos 30 na então URSS. Uma vergonha nacional.
Nas cavas de mineração são impossíveis as moradias, pois a poluição do ar, as várias explosões diárias, a contaminação dos rios e a circulação infindável de carros tornam a vida e o dia a dia um inferno terreno.
Como se não bastasse, o relator do projeto é um deputado que recebeu quase 500 mil de uma mineradora.
Sinceramente, vou abrir meu coração: a situação está tão escabrosa no Brasil, é tanta falta de vergonha na cara, tanta falta de amor à pátria, que começo a acreditar que manifestações pacíficas não resolverão a questão de dignidade, moralidade e honra neste país.
Será que necessitaremos de uma revolução armada?
Em 18/5/2014.
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