O presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais (CPDA) da OAB/RJ, Reynaldo Velloso, participou nesta segunda-feira de uma reunião no Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) para debater a intenção do órgão de declarar que as charretes de Petrópolis passariam a ser patrimônio cultural imaterial do Rio de Janeiro.
Velloso defendeu que a vontade popular determinada no plebiscito marcado para o dia 7 de outubro para decidir a questão seja respeitada e que a medida não seja tomada antes desta data, pleito que foi atendido pelo Inepac. Ele ressaltou também o maltrato que os cavalos sofrem no manejo das charretes e os agravantes, como o fato de o limite de 70kg de peso corporal para cada passageiro não ser respeitado e de os paralelepípedos e ladeiras das ruas de Petrópolis dificultarem a tração.
A reunião teve a presença também de dois vereadores da cidade que lideram as frentes relacionadas a essa questão: Gilda Beatriz, que defende o fim das charretes e o respeito à decisão que os cidadãos da cidade irão tomar no plebiscito, e Wanderley Taboada, que é contra o encerramento das atividades por considerar que as charretes são tradição na cidade de Petrópolis.
Velloso ressaltou que a CPDA valoriza o diálogo para, no caso de encerramento das atividades, encontrar em conjunto com o órgão uma solução de abrigo para os animais atualmente usados nas charretes, assim como de empregabilidade dos profissionais que deixarão a atividade e o possível impacto no turismo da cidade: “Realizamos recentemente na Ordem o seminário Animais de tração, justamente para discutirmos estas situações e buscarmos soluções”.
O presidente do Inepac, Marcus Monteiro, que conduziu a reunião, afirmou que a instituição vai respeitar a vontade popular e só irá se pronunciar após a realização do plebiscito.
Em 18/9/2018.
Fonte: Portal OAB/RJ.