O derretimento da cobertura de gelo sobre o Oceano Ártico foi recorde neste verão no Hemisfério Norte, atingindo a menor extensão desde que ela começou a ser acompanhada por satélites, em 1972. Segundo pesquisadores da Universidade de Bremen, na Alemanha, a área coberta por gelo na região chegou a 4,24 milhões de quilômetros quadrados no último dia oito de setembro – 300 mil quilômetros quadrados (ou a mesma extensão da Península Ibérica) a menos do que a mínima registrada anteriormente, em 17 de setembro de 2007. Os cientistas estimam que seja o menor volume de gelo na região em 8 mil anos.

Confirma-se o temor dos cientistas de que as mudanças climáticas causadas pela ação do homem, somadas a padrões naturais, levarão a um verão completamente sem gelo na região no prazo de uma década, com graves consequências para o clima mundial e a sobrevivência dos ecossistemas globais.

Sem dúvida, vai afetar as algas e os pequenos animais que formam a cadeia alimentar da qual dependem os peixes, os mamíferos e o próprio homem.

Mãe Natureza está mandando recado.