A Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB do Estado do Rio de Janeiro, realizou nesta segunda-feira, dia 27, às 17 h, no Plenário Evandro Lins e Silva, na sede da OAB, na Avenida Marechal Câmara, 150/4º andar, o Seminário “ Esporotricose: a culpa não é do gato”.

O evento teve como finalidade esclarecer a população sobre a real causa da doença. Veterinários especializados e Consultores Técnicos da Comissão, estiveram presentes e orientaram nas formas de tratamento e prevenção da doença.

Além de debater o assunto, ficou registrada uma pauta específica, a Agenda Esporotricose, para ser encaminhada ao Poder Público, que consta de:

1) Ampliação dos serviços de diagnóstico e tratamento por parte do CCZ.

2) Inclusão no Programa de Saúde na Escola (PSE) de educação sobre guarda responsável e prevenção de zoonoses.

3) Autorização para veterinários de abrigos atuarem junto aos órgãos fornecedores de remédios e agilizarem as doações de medicamentos.

4) Maior participação do CRMV e ANCLIVEPA, com cursos, informativos e produção de materiais técnicos relativos a esporotricose.

5) Auxílios jurídicos e técnicos para a regulamentação de ONGs e Abrigos.

6) Inclusão efetiva de veterinários no NASF, o Programa de atendimento domiciliar.

7) Quem tiver interesse em enviar sugestões para serem incluídas na Agenda Esporotricose, tem até a próxima sexta-feira, dia 30, pelo e-mail da Comissão: cpda.oab@gmail.com

A Doença:

Causada pelo fungo Sporothrix schenckii, é uma micose que pode afetar animais e humanos. Desde o final da década de 1990, no Estado do Rio de Janeiro, tem sido grande a ocorrência da doença em animais, especialmente em gatos. Há tratamento para a micose, e o diagnóstico dos animais já pode ser feito na maioria das clínicas veterinárias.

Nos gatos, as manifestações clínicas da esporotricose são variadas. Os sinais mais observados são as lesões ulceradas na pele, ou seja, feridas profundas, geralmente com pus, que não cicatrizam e costumam evoluir rapidamente.

Nos humanos a doença se manifesta na forma de lesões na pele, que começam com um pequeno caroço vermelho, que pode virar uma ferida. Geralmente aparecem nos braços, nas pernas ou no rosto, às vezes formando uma fileira de carocinhos ou feridas.

O animal com suspeita de esporotricose deve ser levado a uma clínica veterinária. Há atendimentos de baixo custo e alguns gratuitos. No Rio de Janeiro, o animal pode ser encaminhado à Unidade de Medicina Veterinária da Prefeitura, que presta atendimento de segunda a sexta-feira, pela manhã e à tarde, com distribuição de números por ordem de chegada. Para mais informações acesse o site http://www.1746.rio.gov.br/ ou ligue para o 1746 da prefeitura.

A Fiocruz, por meio do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), também oferece atendimento.

Por sua vez, o Instituto Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman também pode contribuir com informações. O IJV fica na Avenida Bartolomeu Gusmão 1.120, em São Cristóvão, Rio de Janeiro. O contato é: ijv@rio.rj.gov.br.

Para humanos, o atendimento de esporotricose no Rio de Janeiro está sendo feito pelos médicos de Postos de Saúde locais e dos Serviços de Atenção Básica do Programa Saúde da Família. Casos que apresentam uma complexidade maior, serão então referendados para o Centro Clínico do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, através de encaminhamento médico, do local de origem. Todos os dias a equipe de enfermagem faz avaliações, no período da manhã e, se for pertinente, a consulta médica é agendada.

O Seminário foi transmitido ao vivo pela TV WEB OAB/RJ. Quem não assistiu tem nova oportunidade: basta clicar na Playlist Seminário e Palestras no meu canal no YouTube. O link está no alto deste site.

Texto disponível em: https://faunacomunicacao.jusbrasil.com.br/noticias/354877600/oab-quer-maior-controle-de-esporotricose-no-rio-de-janeiro